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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Atividades: Menina bonita do laço de fita!

Bom dia!!!
Hoje trouxe 4 ideias para trabalhar a história do livro: Menina bonita do laço de fita!
Uma história linda, encantadora!!
Vamos desenhar a menina? Faça recorte em papel vermelho para fazer o vestido, deixe o restante por conta dos pequenos! Ficará lindo!
foto encontrada sem referencia do autor!

Menina Bonita do laço de fita feito com rolo de papel! 
Feito com joycepianchao
 Mais uma sugestão para fazer atividade para Educação Infantil usando dobradura e rolinho de papel!
Achei aqui
Passo a passo Coelho dobradura
Menina Bonita do laço de fita feita em e.v.a. 
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Painel Consciência Negra!

Bom dia! Hoje trouxe ideias para Painel com o tema
Consciência Negra!
Este painel lindo e cheio de flores e recados foi feito pela professora Gizely
Feito por: Colégio Marista
Por dentro somos todos iguais!
Painel Consciência Negra encontrado sem referencia do autor!
Painel Consciência Negra feito pelo educando-comprazer







domingo, 28 de outubro de 2012

Consciência negra na Educação Infantil


Cultura africana

Vamos fazer a boneca africana 

Boneca de miçangas

Materiais:
★Frasco de iogurte
★ Tinta acrílica preta
★ Pincel
★ Bola de isopor
★ Fio de silicone ou elástico bem fininho
★ Miçangas
★ Olho móvel
★ Lã preta

1.Pinte o frasco e a bola de isopor com a tinta preta.
2. Faça várias pulseiras de miçangas e coloque-as no frasco.
3. Na bola de isopor já pintada, cole a lã imitando o cabelo.
4. Cole os olhos, a boca e o nariz e cole a cabeça no corpo.

Fonte: Revista Guia Prático para Professor de Educação Infantil

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Livros que valorizam a cultura e a identidade negra.


Livros que valorizam a cultura e a identidade negra.

1. Mulato: Negro - Não negro e ou Branco - Não branco, Eneida de Almeida dos Reis, Editora Altana - É o único livro do gênero que aponta as peripécias e dificuldades vividas pelos mestiços de brancos e negros, os pejorativamente chamados mulatos, no processo de construção de sua identidade coletiva e individual.

2. Cidadania em Preto e Branco, Maria Aparecida Silva Bento, Editora Ática - A obra informa e amplia a conscientização sobre a problemática do racismo no Brasil. Estimula o leitor à reflexão sobre si próprio, sobre os acontecimentos de seu cotidiano e sobre os fatos históricos ligados às teorias raciais.

3. Menina Bonita do Laço de Fita, Ana Maria Machado, Editora Ática - Ela tinha o olho igual a uma azeitona. Era preta como uma jabuticaba e adorava comê-las. Ana Maria Machado colocou no livro sempre essa frase: "menina bonita do laço de fita". Isso deixou o livro legal. Ela queria que seu coelho fosse preto... E seu coelho não ficou preto, “mas teve filhos de todas as cores... e muito mais coisas”.

4. Todos Semelhantes, Todos Diferentes, Albert Jacquard, Editora Augustus - Fortalecida com a Declaração de 1948, a universalidade dos direitos humanos, no que é essencial, ainda está para ser construída. Esse processo de "universalização" não tende à difusão de um modelo único, mas antes à emergência, em diversos pontos, de uma mesma vontade de se reconhecerem direitos comuns a todos seres humanos. Neste contexto, a universalidade exige que se compartilhe o sentido da palavra, e mesmo um enriquecimento desse sentido por meio do intercâmbio entre as culturas.

5. Ninguém é Igual a Ninguém, Regina Otero, Editora Brasil - Um livro sensível e alegre, no qual imagens e palavras mostram ao jovem os primeiros passos para compreender a obra do artista Debret. Por intermédio do olhar e da produção do artista, as autoras procuram fazer com que os leitores participem da obra de Debret e, como ele, registrem o mundo de sua época. Imagens e textos vão se construindo para provocar o imaginário e atender também aos aspectos lúdicos e a curiosidade das crianças, fundamentais na vida dos pequenos.

6. Histórias da Preta, Heloisa Pires Lima, Editora Companhia das Letras - Como é ser negro aqui neste país? Faz diferença ou tanto faz? Uma recordação da infância, um conto sobre o Deus que dormiu debaixo da árvore, uma experiência de racismo: de história em história, a Preta vai contando com quantas cores se faz uma pessoa negra.

7. A História dos Escravos, Isabel Lustosa, Editora Companhia das Letras - Neste livro, Isabel Lustosa transforma o tema escravidão em um assunto de conversa com as crianças. Destaque para as ilustrações de Maria Eugênia e para o rico material ilustrativo da época.

8. A Escravidão no Brasil, Jaime Pinsky, Editora Contexto - Nova edição, totalmente revista e ampliada. Na reedição desta obra de referência no estudo da escravidão brasileira, o renomado professor Jaime Pinsky aborda temas como vida cotidiana, as lutas pela liberdade e a sexualidade. O sofrimento do negro e sua revolta em relação à sua condição são tratados de maneira criteriosa, com uma profunda avaliação do momento histórica e seu contexto. Nesta época, em que tanto se fala sobre os 500 anos de Brasil, este livro cumpre o importante papel de não nos deixar esquecer as feridas de nosso passado.

9. A Cor da Ternura, Geni Mariano Guimarães, Editora FTD – O livro é rico em imagens e aborda a trajetória de Geni, garota negra, numa sociedade de valores voltados para o branco.

10. Zumbi - O Despertar da Liberdade, Julio Emílio Bráz, Editora FTD - Descreve o prazer de ser senhor de si mesmo e de seu próprio destino. Um menino de rua descobre e refaz a aventura fascinante de Zumbi, encontrada nas páginas de um livro.


11. Gosto de África - Histórias de Lá e Daqui, Joel Rufino dos Santos, Editora Global - Histórias daqui e da África, contando mitos, lendas e tradições negras. Com um olhar crítico e afetuoso, o livro fala também de personagens da história do Brasil e de um tempo de escravidão, luta e liberdade, ajudando a compreender nossa cultura.

12. Jogo das Diferenças - O Multiculturalismo e Seus Contextos, Luiz Alberto Gonçalves e Petronilha B. Gonçalves e Silva, Editora Autêntica - O conhecimento historicamente produzido no contexto universal nos remete a afirmar que as escolas rurais não estão descoladas do todo. A existência e a necessidade dessas escolas devem ser entendidas como formas articuladas do movimento da totalidade.

13. Racista, Eu!? De Jeito Nenhum, Maurício Pestana, Editora Escala - Pestana iniciou seu trabalho há mais de duas décadas, no jornal O Pasquim. Seu olhar crítico e consciente sempre esteve atento aos problemas dos brasileiros, especialmente na questão do racismo. Em Racista eu!? De jeito nenhum, ele reúne vários cartuns publicados em sua carreira sobre a temática do racismo.

14. Negro, Qual é Seu Nome?, Consuelo Dores Silva, Mazza Edições - A ideologia do branqueamento e o mito da democracia racial parecem ter como causa fundamental o medo que a minoria branca brasileira tem da maioria negra e mestiça, e do possível antagonismo a ser gerado a partir da exigência de direitos de cidadania e de respeito às suas diferenças étnico-culturais. Isso porque a aceitação democrática das diferenças pressupõe igualdade de oportunidades para os segmentos que apresentam padrões estéticos e valores sócio-culturais diferentes.

15. Doce Princesa Negra, Solange Azevedo Cianni, Memórias Futuras Edições - Quando a graciosidade africana toma conta de nosso imaginário, sentimos a força da beleza dos povos negros. Doce princesa negra sugere essa lembrança, de uma África que não podemos esquecer.

16. Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano - volume 9, Vários autores, Editora CDHESP/USP - Crianças e adolescentes crescem e desenvolvem-se entre nós, apesar de tudo. Ou seja, apesar da extrema instabilidade que caracteriza o mundo de hoje, especialmente num país como o nosso: por exemplo, onde uma cultura informatizada de última geração coexiste com uma estrutura social que ainda guarda marcas fortes do escravagismo; ou onde um protestantismo de inspiração nitidamente capitalista consegue prover elementos vitais de identificação para uma população vítima, ao longo da História, dos mais diversos processos de exclusão social.

17. Felicidade Não tem Cor, Julio Emílio Bráz, Editora Moderna - Mostrando os sentimentos de um menino negro em relação a seus colegas e a sua família, o livro traz à tona a questão do preconceito. A boneca de pano, no papel de narradora, imprime à questão um tom ao mesmo tempo bem-humorado e filosófico, de quem sente na pele o problema, mas o analisa sob outro ponto de vista. Na trilha do preconceito racial, diversas atitudes preconceituosas, algumas quase imperceptíveis porque rotineiras, vão revelando outras vítimas: os muito magros, os gordos, os incapacitados fisicamente. Neste sentido, o livro é um alerta à consciência do leitor. E uma lição sobre o valor da auto-estima e das atitudes positivas.

18. Gostando Mais de Nós Mesmos, Maria Lúcia Silva, Editora Gente - Este é o primeiro livro da coleção Gente de Raça, cujo objetivo é trazer à tona as muitas questões culturais e sociais dos afro-brasileiros, envolvendo conceitos como preconceito, estética, tratamento imposto pela mídia e a falta de amor próprio, entre outras. Passando da infância à idade adulta e, em seguida, às relações amorosas, profissionais e ao plano emocional, Gostando mais de nós mesmos oferece meios para lidar com as mais variadas situações vividas pelo negro em sociedade. O que fazer quando seu filho é motivo de piadas de mal gosto dos colegas da escola ou sofre discriminação do professor? Qual a postura a ser adotada na empresa? Como capacitar os filhos para tratar as questões raciais? Como tirar de letra aborrecimentos com companheiros de trabalho?

19. Mãos Negras - Antropologia da Arte Negra, Celso Prudente, Editora Panorama - Este livro analisa a obra de artistas negros participantes da mostra Mãos Negras, organizada pelo metrô de São Paulo. Usando para isso as ferramentas da Antropologia, o autor, com muita argúcia e sensibilidade, põe em evidência vários aspectos, cada um propiciando observações de grande relevância.

20. Preconceito e Autoconceito - Identidade e Interação, Ivone Martins de Oliveira, Editora Papirus - Como ocorre a elaboração da identidade? Com base na perspectiva sócio-histórica em Psicologia, a autora investiga como essa elaboração é mediada/constituída pelo outro e pela palavra. É na sala de aula, Por meio do debate da questão do preconceito, que se vê explicitado o processo de construção da identidade, moldado pela alteridade e por aspectos sociais, psicológicos, ideológicos e históricos que o jogo das enunciações deflagra.

21. A Menina Transparente, Elisa Lucinda, Editora Salamandra - É a própria autora quem fala do livro: "Oi, sou Elisa Lucinda: professora, jornalista, atriz e poeta. Na verdade, sou uma escritora que gosta mesmo é de contar história para toda a gente. Adoro brincar. Brincar, para mim, é tocar docemente um fato, uma coisa, um objeto, com a curiosidade, com a novidade do olhar que só uma criança tem. Me lembro de quando era criança, alguns adultos rigorosos e mal-humorados me dizendo ao pé de cada brincadeira minha: 'Quando é que você vai crescer, hein?' Eu respondia: 'Nunca'. A menina transparente é uma história real, não é ficção. Por causa 'dela', meu coração ficou inteligente e meu pensamento emocionado. Mesmo contente de ser gente grande e tudo mais, meu coração nunca deixou de brincar."

22. Pretinha, Eu?, Julio Emílio Braz, Editora Scipione - Uma menina negra ganhou uma bolsa de estudos em um colégio, no qual nunca havia entrado um aluno negro. Desencadeou-se uma história de discriminação, preconceito e muitas descobertas.

23. Dicionário de Relações Étnicas e Raciais, Ellis Cashmore, Editora Selo Negro - Este livro registra uma revisão da palavra provocada por novas demandas sociais. Alguns dos verbetes nos dão uma aula sobre a história dos termos, outros nos esclarecem sobre fatos ou personalidades que marcaram presença nas questões étnicas e raciais num mundo em transformação.

24. Diferenças e Preconceito na Escola, Júlio Groppa Aquino, Summus Editorial - A dicotomia preconceito versus cidadania tem-se apresentado como uma das questões mais inquietantes na contemporaneidade. E o desafio urgente que se impõe aos educadores é o de fomentar, já nos bancos escolares, uma "ética da tolerância" entre as pessoas, compatibilizando democraticamente o peso de suas diferenças - desde aquelas de ordem sexual, física ou de geração, até as religiosas, éticas ou socio-culturais. Como proporcionar, na trajetória escolar, uma convivência pacífica e integradora entre pessoas e realidades díspares? Como conjugar, no espaço público da escola e da sala de aula, as igualdades democráticas com as particularidades humanas e sociais? Frente a tais questões, esta coletânea de diferentes autores foi elaborada na tentativa de instrumentalizar ações conseqüentes para o enfrentamento das diferenças e do preconceito no dia-a-dia escolar.

25. Rei Zumbi, Big Richard, Editora Planetinha Paz - Uma pequena mostra da obra: "A história nos engana / Diz tudo pelo contrário / Há quem diz que a abolição / Aconteceu no mês de maio / A prova dessa mentira / É que da miséria eu não saio /Viva 20 de novembro

26. As idéias racistas - Os negros e a Educação

27. Negros e currículo

28. Os negros, os conteúdos escolares e a diversidade cultural.

29. Os negros, os conteúdos escolares e a diversidade cultural II.

30. Educação popular afro-brasileira

31. Vários autores - Editora Núcleo de Estudos Negros

32. Desde a abolição da escravatura não se discute efetivamente a discriminação racial no Brasil. Dogmas como a propagada democracia racial fizeram com que intelectuais brasileiros diluíssem a idéia de preconceito étnico, na ideologia de preconceito social. O movimento negro e outras entidades refutaram essas afirmações e o debate veio à tona. O racismo no Brasil é presente e talvez não seja tão sutil como se imagina. Os negros estão em um processo de exclusão da sociedade, da economia e do sistema educacional. Sendo este último escolhido para discorrermos sobre alguns fatores importantes na identificação da exclusão étnica, gerada por idéias preconceituosas que influenciam negativamente na construção da identidade das crianças negras no interior do sistema educacional brasileiro, os títulos acima discutem estas questões.

33. Doze Faces do Preconceito, Jaime Pinsky, Editora Contexto - Doze autores discutem diferentes formas de preconceito em nossa sociedade. Experiências pessoais de extrema sensibilidade e a experiência profissional de cada autor permitem um quadro amplo e acessível do problema no país. Naapresentação, Jaime Pinsky diz: "Várias facetas do preconceito se manifestam na escola e com mais freqüência do que gostaríamos de admitir. Além disso, a escola é um lugar privilegiado para discutir a questão do preconceito e até para iniciar um trabalho com vistas a atenuar sua força. Com o objetivo de fornecer material para alunos e professores discutirem o assunto em sala de aula (e até fora dela) é que concebemos este pequeno livro".

34. Alfabeto Negro, Cristina Agostinho e Rosa Margarida de Carvalho Rocha, Ed. Mazza - O alfabeto negro é um instrumento concreto de valorização da diversidade ética e cultural do País em consonância com os objetivos dos novos parâmetros curriculares do MEC, no que tange aos seus temas transversais. O alfabeto negro municia professores e alunos, em especial, e leitores, em geral, para o combate às idéias preconceituosas que secularmente produzem e reproduzem visões estereotipadas sobre os negros e que legitimam práticas discriminatórias que conspiram contra a democracia e a igualdade de direitos e oportunidades em nossa sociedade.

35. Lendas dos Orixás para Crianças, Maurício Pestana, Editora Arte e Publicação - Com uma linguagem simples, direta, didática e atraente, este livro faz com que nossas crianças conheçam, sem preconceitos e de maneira desmistificada, um pouco da história, da cultura, da arte e da religiosidade dos africanos e do negro brasileiro e o muito que eles contribuíram para a formação da nação brasileira.

36. Orgulho da Raça - Uma História de Racismo e Educação no Brasil, Heloísa Pires Lima, Memórias Futuras Edições - Orgulho da raça é a história do racismo na educação brasileira recente. Falas iguais, saídas de realidades escolares que se repetem por todo o território, nos seus conflitos, impasses e soluções. Atualizando novas possibilidades de lidar com a questão, a história abre uma frente de trabalho sensível, que integra a urgente temática das relações raciais nos estudos mais gerais sobre Educação.

37. Do silêncio do Lar ao Silêncio Escolar - Racismo, Preconceito e Discriminação, Eliane Cavaleiro (org.), Editora Contexto - Este trabalho se insere no conjunto das pesquisas já realizadas com o objetivo de reunir informações sobre negros no sistema de ensino. Visa subsidiar estratégias que elevem a auto-estima de indivíduos pertencentes a grupos discriminados e criar condições que possibilitem a convivência positiva entre as pessoas. Em especial, tornar a escola um espaço adequado à convivência igualitária.

38. Desconstruindo a Discriminação Racial do Negro no Livro Didático, Ana Célia Silva, Editora EDUFBA - A professora Ana Célia da Silva, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), é uma espécie de corregedora da discriminação racial nos livros didáticos do Brasil. Nos últimos anos, ela vem se debruçando sobre os livros escolares para identificar os estereótipos da raça negra, como a apresentação (unilateral) da família nuclear branca, sendo o negro empregado doméstico, e até aspectos fisionômicos que só servem para diminuir a auto-estima, como se beleza fosse um atributo apenas dos "mauricinhos" e das "patricinhas".

39. Dito, o Negrinho da Flauta, Pedro Bloch, Editora Moderna - Dito não tem nada. É um órfão sofredor, maltratado e explorado. No entanto, seu espírito está cheio de amor e de música. Para realizar o amor e preencher o mundo com seu tom, tudo o que ele quer é uma flauta. Mas há que enfrentar a maldade de sua patroa, dona Laura, um monstro em forma de gente.

40. Racismo Cordial, Vários autores, PubliFolha - Este livro traz a mais ampla investigação cientifico-jornalística sobre o preconceito de cor no Brasil, realizado pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo Instituto de Pesquisas Datafolha. Entre os autores, Fernando Rodrigues, Paul Singer, Milton Santos e Mauricio Stycer.



Consciência Negra - Corpo humano



Podemos destacar as diferenças físicas entre as pessoas e para as razões da cor da pele, textura do cabelo, do formato do nariz e da boca. Todos nós temos muitas curiosidades a esse respeito e, na maioria das vezes, as explicações que nos oferecem são insatisfatórias.

Informações sobre a melanina (pigmento que dá coloração à pele) podem ser trabalhadas de forma lúdica, comparando-a a outras formas de pigmentação presentes na natureza, como cor de folhas, flores e frutos, cor dos animais, além da cor de rios e mares, do arco-íris.

Dicas - Consciência Negra


Dicas:
★ Trabalhe com a sensibilidade e a percepção das crianças e aproveite os questionamentos delas, por exemplo, quando perguntarem por que fulano tem os olhinhos mais fechadinhos ou a pele mais escura.
★ Nunca fale para a criança que ela é diferente. Isso deve ser percebido naturalmente.
★ Aproveite os conflitos que aparecerem para trabalhar a questão das diferenças. Para isso, é preciso ser flexível.
★ Envolva os pais nas atividades, pois os valores trabalhados na escola e em casa precisam ser compatíveis.

(Revista - Guia Prático para Educação Infantil)

Viva a diferença!!!


Bonecos negros
 Assim como as turmas são heterogêneas - com crianças brancas e negras - as bonecas disponibilizadas na brinquedoteca também podem ter características diferentes.
Confeccionei para o Projeto: Um Brasil para todos - uma boneca negra.
Muito simples, usei tnt e retalhos doado pelas mães das crianças no início do ano.
Conversamos muito sobre esta menina, suas características,
onde mora, de onde veio e as crianças amaram!!!
Cada dia uma amigo levou para casa, mas tinha como "tarefa" contar a sua família quem era a menina, qual seu nome e toda sua história. No outro dia tinham que trazer o registro da visita com a ajuda da família em desenho ou foto.



Bonecos para montar... Consciência negra



Apesar do mês de novembro ser considerado o mês da consciência negra, as relações raciais e o respeito à diversidade devem ser trabalhados em sala de aula diariamente, em todos os meses do ano. Confira como tratar essas questões e como inserir o estudo da história e da cultura afrobrasileira no seu planejamento.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Contos, brincadeiras e diversidade


Contos, brincadeiras e diversidade

A brincadeira constitui-se como uma possibilidade educativa fundamental para a criança. Brincar é imaginar e comunicar de uma forma específica que uma coisa pode ser outra, que uma pessoa pode ser um/uma personagem. De acordo com Abramowicz (1995:56), “a brincadeira é uma atividade social. Depende de regras de convivência e de regras imaginárias que são discutidas e negociadas incessantemente pelas crianças que brincam. É uma atividade imaginativa e interpretativa”. O RCNEI fornece-nos uma boa indicação do caráter educativo das brincadeiras.

O principal indicador da brincadeira, entre as crianças, é o papel que assumem enquanto brincam. Ao adotar outros papéis na brincadeira, as crianças agem frente à realidade de maneira não liberal, transferindo e substituindo suas ações cotidianas pelas ações e características do papel assumido, utilizando-se de objetos substitutos (1998a, p. 27).

A fantasia e a imaginação são elementos fundamentais para que a criança aprenda mais a relação entre as pessoas, entre o eu e o outro. No faz-de-conta, as crianças aprendem a agir em função da imagem de uma pessoa, de uma personagem, de um objeto e de uma situação que não estão imediatamente presentes e perceptíveis para elas no momento e que evocam emoções, sentimentos e significados vivenciados em outras circunstâncias.

Os contos e as histórias povoam o universo infantil. Principalmente com relação aos contos, sempre se enfatizam aqueles da tradição européia, como Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel e outros. Não trazemos para a cultura escolar e para a cultura infantil os contos africanos, indígenas, latino-americanos, orientais. Para uma educação que respeite a diversidade, é fundamental contemplar a riqueza cultural de outros povos, e, nesse sentido, vale a pena pesquisar e trabalhar com outras possibilidades. Muitas vezes vamos nos surpreender ao encontrar semelhanças entre alguns contos e histórias — tais como Cinderela1, Rapunzel — e muitas outras que precisamos descobrir. As Pérolas de Cadja é um bom exemplo das semelhanças com a história de Cinderela.

A história relatada no desenho animado Kiriku e a Feiticeira é rica em fantasias, aventuras e lições de vida. O filme permite a discussão não só da cultura africana, mas também a de valores como a amizade, o respeito, a persistência, os conflitos entre as pessoas de uma mesma comunidade, a inveja, a dor, etc.

Outras histórias da nossa literatura, como Histórias da Preta, O Menino Nito, Ana e Ana, As Tranças de Bintou, Bruna e a Galinha D’Angola, permitem o contato com as culturas afro-brasileira e africana, com personagens negras representadas com qualidade e beleza.

20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra


20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra

A partir da Lei n° 10.639/2003, o Dia Nacional da Consciência Negra é incorporado no calendário escolar como dia a ser lembrado, comemorado e trabalhado em todas as instituições de Educação Básica.

Em 20 de novembro de 1695, foi morto Zumbi, grande liderança negra do Quilombo dos Palmares. Essa data é ressignificada pelos movimentos negros brasileiros. De acordo com Oliveira Silveira, para o Grupo Palmares de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, essa data surge como contestação à comemoração do dia 13 de maio:

A homenagem a Palmares ocorreu no dia 20 de novembro de 1971, um sábado, à noite, no Clube Náutico Marcílio Dias, sociedade negra [...] os participantes do grupo se espalharam no círculo e contaram a história de Palmares e seus quilombos com base nos estudos feitos defendendo a opção pelo 20 de novembro, mais significativo e afirmativo na confrontação com o 13 de maio(2003, p. 2).

A data toma o cenário nacional principalmente a partir de 1978, quando surge o Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial, com ramificações em diversos estados do País (CARDOSO, 2001). O surgimento do Movimento Negro Unificado ocorreu em julho de 1978, com um grande protesto contra as discriminações sofridas por quatro atletas negros do time de voleibol do Clube Regatas Tietê, proibidos de entrar no clube, e o assassinato do operário negro Robson Silveira da Luz, torturado até a morte por policiais de Guaianazes/SP.

Para celebrar a qualquer época do ano a consciência negra, poderão ser organizadas mostras de trabalhos com a temática, apresentações musicais com utilização de instrumentos confeccionados pelas próprias crianças, concurso de bonecas negras (MATOS, 2003), leitura de pequenas histórias, declamação de poesia, entre outras atividades. Importante destacar as manifestações culturais locais e regionais, tais como congada, congo, jongo, maracatu, samba de roda, tambor-de-crioula, entre outras tantas. É importante rememorar o porquê da data e seu significado para a população brasileira em geral e para a população negra em especial.

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